O documento em PDF disponibilizado abaixo destina-se exclusivamente à leitura online, para fins de consulta ao modelo de projeto vinculado ao tema proposto.
Implantação de um dispositivo comunitário de saúde mental voltado ao cuidado psicossocial de mulheres em sofrimento psíquico e em situação de uso problemático de álcool e outras drogas nos bairros atingidos pelo desastre socioambiental de Maceió. O projeto articula busca ativa, escuta qualificada, acompanhamento territorial, redução de danos e vinculação aos serviços do SUS (especialmente CAPS AD e UBS), promovendo a estabilização emocional, a retomada de vínculos e a reconstrução de trajetórias de cuidado e autonomia.
O desastre socioambiental provocado pela mineração de sal-gema em Maceió produziu uma ruptura profunda nos determinantes sociais da saúde das mulheres atingidas. O deslocamento forçado, a perda da moradia, a fragmentação das redes de apoio, a insegurança territorial e a instabilidade econômica criaram um ambiente propício ao agravamento de transtornos mentais, quadros depressivos, ansiedade crônica e, de forma particularmente grave, ao aumento do consumo abusivo de álcool e outras drogas.
Nos territórios afetados, equipes da atenção básica, CAPS e organizações comunitárias relatam que mulheres que anteriormente mantinham relativa estabilidade passaram a apresentar recaídas, abandono de tratamentos, isolamento social e comportamentos autodestrutivos. Esse padrão foi observado em outros contextos de deslocamento forçado no Brasil, como no rompimento da barragem de Mariana (MG), onde estudos da Fiocruz e do SUS apontaram aumento expressivo de transtornos de ansiedade, depressão e uso problemático de substâncias entre mulheres atingidas.
Entretanto, os serviços formais de saúde mental, como os CAPS AD, não conseguem, sozinhos, responder à complexidade desses territórios, onde a vulnerabilidade social, a violência, o luto coletivo e a ruptura comunitária se sobrepõem às demandas clínicas. Falta uma camada intermediária de cuidado territorializado, capaz de fazer busca ativa, acolhimento, escuta continuada, acompanhamento comunitário e reconstrução gradual de vínculos com os serviços públicos de saúde.
É nesse vazio institucional que o presente projeto se insere: como um dispositivo comunitário de saúde mental, articulado ao SUS e às redes locais, para reconstruir trajetórias de cuidado, reduzir danos e restaurar a capacidade das mulheres de retomarem o controle sobre suas próprias vidas.
Meta 1 – Identificação e vinculação ao cuidado
Meta 2 – Cuidado psicossocial continuado
Meta 3 – Reconstrução do vínculo com o SUS
Atividades da Meta 1:
Atividades da Meta 2:
Experiência semelhante foi aplicada com sucesso no Programa “Consultório na Rua” em diversas capitais brasileiras, onde a atuação territorial e a redução de danos mostraram-se fundamentais para manter mulheres em tratamento mesmo em contextos de alta vulnerabilidade.
Atividades da Meta 3:
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